.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. O SANGUE

. HEMOFILIA

.arquivos

. Junho 2012

. Janeiro 2012

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

O SANGUE

 

 

O sangue é um líquido orgânico viscoso de cor vermelha, constituído por uma parte líquida – o plasma, e por elementos figurados em suspensão – eritrócitos, leucócitos e trombócitos, impelido pelo coração em circuito fechado através das artérias, capilares e veias.

Considerado, do ponto de vista histológico, como um tecido (tecido sanguíneo), e do ponto de vista fisiológico como um órgão, o sangue assegura grande número de funções: fornecimento de oxigénio aos tecidos por intermédio da hemoglobina dos eritrócitos, bem como das substâncias nutritivas indispensáveis; transporte dos resíduos até aos órgãos excretores – rins, pulmões,…; transporte das hormonas, vitaminas e certas enzimas; manutenção do equilíbrio humoral e da temperatura; defesa imunitária.

A massa sanguínea representa aproximadamente 1/13 do peso total do corpo, sendo a proporção do volume dos elementos figurados no sangue total, o hematócrito, normalmente próximo de 45%.

 

 

 O sangue em Portugal é um dos mais seguros em todo o mundo. Somos auto-suficientes em termos de doação e uso de sangue desde o Verão de 2006, registando-se cerca de mil doações diárias.

No entanto é preciso manter e até mesmo aumentar as doações, porque também as necessidades deste têm tendência para ir aumentando. Felizmente no nosso país ninguém morre por falta de sangue, ou deixa de fazer uma intervenção cirúrgica por esse mesmo motivo.

O sangue é vida, como argumento temos o caso do bebé prematuro na Grã-Bretanha, que nasceu apenas com 23 semanas de gestação e pesava 620 gramas. Os médicos não lhe davam mais de 24 horas de vida. Mas conseguiu sobreviver, depois de ter sido submetido a seis operações e a “50” transfusões de sangue.

Hoje, Kaven tem dez meses de vida e pesa 6,8 quilos. Um pequeno milagre da medicina.

 

publicado por Dreamfinder às 12:20

link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 17 de Abril de 2007

HEMOFILIA

DIA MUNDIAL DA HEMOFILIA

A hemofilia é um distúrbio na coagulação do sangue. Quando cortamos alguma parte do nosso corpo e começa a sangrar, as proteínas que são os elementos responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos os tecidos do corpo, entram em acção para estancar o sangramento. Os indivíduos portadores de hemofilia, não possuem essas proteínas e por isso sangram mais do que o normal. Os factores de coagulação são vários que têm uma sequência própria, no final da sequência forma-se o coágulo e acaba com o sangramento; num hemofílico um desses factores não funciona ou seja o coágulo não se forma, o sangramento continua.

A hemofilia é uma doença congénita hereditária que se caracteriza por hemorragias difíceis de controlar, por vezes espontâneas ou devidas a pequenos traumatismos com insuficiente e lenta coagulabilidade do sangue. Manifesta-se quase exclusivamente em indivíduos do sexo masculino.

Os portadores de hemofilia estão constantemente sujeitos a hemorragias. Estas dificuldades são devidas à ausência hereditária de determinados factores sanguíneos, indispensáveis à produção da enzima tromboquinase, que é fundamental no processo de coagulação.

Existem três tipos mais comuns de hemofilia:

 Hemofilia A é conhecida também como hemofilia clássica, com deficiência recessiva ligada ao sexo, caracteriza-se pela ausência do factor VIII da coagulação ou globulina anti-hemofilica. A hemofilia A é a mais comum de todas, ocorrendo em 85% dos casos segundo a OMS (organização Mundial de Saúde).

Hemofilia B é conhecida como doença de Christmas e se caracteriza pela ausência do factor hemofílico B ou factor IX.

Hemofilia C é determinada por gene autosômico dominante não relacionado com o sexo e caracteriza-se pela ausência de um factor denominado PTA.

Aproximadamente um em cada 5 mil homens nasce com hemofilia A. Esta é referida como uma doença recessiva ligada ao cromossoma X, o que significa que o gene FVIII defeituoso está localizado no cromossoma feminino ou X. As hemofilias A e B agem como caracteres recessivos ligados ao sexo. Os filhos de uma mulher portadora de um gene defeituoso terão um risco de 50% de sofrerem de hemofilia.

O sintoma crucial consiste no aparecimento de hemorragias causadas por traumatismos, demonstra-se também através de hematomas frequentemente, hemartroses (articulações que sangram) que são comuns nos tornozelos, joelhos, quadris e cotovelos, são dolorosas e quando acontecem várias vezes repetidamente podem levar à destruição da sinóvia (líquido claro, transparente e muito viscoso, que humedece as superfícies articulares das articulações móveis) e à diminuição da função articular; são comuns os sangramentos intracranianos e antes do advento do tratamento efectivo para os sangramentos, era uma causa de morte dos hemofílicos. A actividade plaquetária é normal em hemofílicos, assim as lacerações secundárias normalmente não levam a um sangramento excessivo. A intensidade e a gravidade da hemorragia são muito semelhantes nos indivíduos de uma mesma família.  A doença costuma manifestar-se desde a infância, mas raramente antes dos 3 a 6 meses de idade, torna-se evidente normalmente quando elas começam a caminhar e a receber os primeiros golpes com as quedas ou com o surgimento dos primeiros dentes.

Os sangramentos geralmente são internos, dentro do corpo do hemofílico, em locais que não se pode ver, como nos músculos; mas também podem ser externos, na pele (onde pode aparecer manchas roxas ou sangramento) ou nas mucosas (nariz, gengiva,…). Estes podem surgir após um trauma ou sem nenhuma razão aparente.

O diagnóstico é feito através da história dos sangramentos na família e por um diagnóstico laboratorial de coagulação: um exame de “tempo de tromboplastina parcial activada” ou TTPA prolongado com “tempo de protombina” ou TP e tempo de coagulação normal deve ser investigado. A dosagem do factor VIII pode classificar a hemofilia A em:

Grave, se o factor VIII ou IX estiver com o nível abaixo de 1% do normal.

Moderada, se o factor VIII ou IX estiver com o nível entre 1 a 5% do normal.

Leve, se o factor VIII ou IX estiver com o nível entre 5 a 40% do normal.

A quantidade de factor VIII ou IX no sangue, mantêm-se normalmente a mesma durante toda a vida, apesar de na fase adulta por vezes reduzir as hemorragias, os pequenos traumas quotidianos que existiam enquanto criança diminuem, porque também geralmente se reduz a actividade física.

A hemofilia é genética, transmitida de pais para filhos, quando concebida. É uma única célula que dá origem ao corpo humano, esta é formada pela união do espermatozóide do pai com o óvulo da mãe, cada um possui um núcleo com 23 pares de cromossomas, que se unem e dão origem aos 23 pares de cromossomas que são os que formam as características humanas necessárias para a formação de uma pessoa. Cada cromossoma é formado por um conjunto de genes, e se um único gene apresentar uma alteração vai repercutir no bébé que está a ser gerado.

O tratamento é feito com a reposição intra venal do factor deficiente, mas o doente deve fazer exames regularmente e não tomar nenhum medicamento que não seja recomendado pelo médico, pois pode pôr em risco a sua vida.

 

 

 

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 20:38

link do post | comentar | favorito

.links